Enquete 326- Zoológico

Harambe1O recente episódio da morte do gorila Harambe (trabalhando juntos no dialeto suaíli), 17 anos de idade no zoólogo de Cincinnati, é de interesse da Bioética pois insere-se na Antrozoologia, o estudo das interações entre humanos e animais. Corresponde a uma interdisciplinaridade que inclui  antropologia, zoologia, medicina, psicologia  e etologia (comportamento animal).

Discussões de natureza moral existem sobre considerar que animais  em seus habitats selvagens trazem insegurança para o homem e que animais domésticos proporcionam segurança -de algumas naturezas- para o homem. Elas se estendem para análises sobre até que ponto uma falha humana de atenção e de segurança deve levar a uma medida drástica de sacrifício de um animal que, instintivamente, como outros animais certamente fariam, não iria comprometer de modo obrigatório a vida do menino- gorilas são vegetarianos- que invadiu a sua residência, ambiente que Harambe não escolheu e sobre o qual não exerce nenhum poder de organização?

A reboque de questões antigas, agora renovadas pelo acontecimento, sobre o quanto o animal no zoológico vive de fato a condição da sua espécie -Harambe nunca soube o que é ser gorila realmente-, já que ele teve a liberdade tolhida para fazer escolhas habituais, eclode a pergunta: Qual a razão de haver zoológicos com o objetivo de proporcionar entretenimento humano? Ainda mais, quando se sabe que tais espaços pouco acrescentam para uma melhora da vida animal nativa.

Você compartilha da linha de pensamento que zoológicos como espaços para recreação humana devem ser desativados progressivamente?

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