Enquete 527- Ambulatório para cuidar da moralidade

Pesquisas avaliam os efeitos de drogas, técnicas cirúrgicas e estimulação neurológica sobre a moral de uma pessoa. Muitos críticos avaliam como uma experimentação social altamente perigosa. Uma promoção de confiança poderia se acompanhar de etnocentrismo, favoritismo e paroquialismo.

Deve a ciência ser usada para manipular a moralidade dos comportamentos em relação a regras e a valores?

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  • Sim (0%, 0 Votes)
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Enquete 521- Faça como eu digo não como eu faço

Há uma linha de pensamento que enxerga o ponto de vista que médico não pode ter objeção de consciência religiosa como utilitarista, melhor consequencialista,  porque a justificativa está centrada nas consequências das ações. Paciente Testemunha de Jeová não aceita por motivos religiosos a transfusão de sangue mesmo se a recusa significa risco iminente de morte.

Suponha um médico brasileiro sem chance de encaminhamento do caso para outro colega no cenário 1: ele recusa-se a praticar um aborto legal. Agora no cenário 2: ele prescreve transfusão de sangue para paciente Testemunha de Jeová com grave hemorragia pós-parto por ele realizado causada por atonia uterina. No cenário 1, a consequência do não fazer pela objeção do médico será uma vida, no cenário 2 pela objeção da paciente será uma morte.

Não sua opinião teria havido incoerência por parte do médico nas duas atitudes?

  • Sim, ele exigiu respeito a sua religiosidade mas não respeitou a da paciente (0%, 0 Votes)
  • Não, houve zelo pela vida e pela evitação da morte (0%, 0 Votes)

Total de Respostas: 0

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Enquete 520- Como médico uma consciência, como cidadão outra?

A credibilidade de um artigo científico passa pela qualidade editorial da publicação, o New England Journal of Medicine, por exemplo, tem alto fator de impacto próximo de 60. A ideia de filtro qualificado acadêmico a respeito de pesquisas clínicas transmite-se para textos opinativos.  Entretanto, enquanto a conclusão de uma pesquisa poderia ser contestada pela análise dos métodos, uma oposição a conclusão de ponto de vista fica no terreno das ideias, dos códigos éticos e das leis.

Recentemente, usuários do New England Journal of Medicine puderam  ler  o que resumo: Tornar-se médico é assumir a obrigação de colocar em primeiro lugar o bem-estar e os direitos do paciente e assim não pode dizer-se impedido de alguma prática por objeção religiosa de consciência, ou escolhe uma especialidade que não leve a conflito moral ou desiste da profissão.

O recado subentende questões relacionadas ao aborto, portanto pouco aplicável no Brasil de hoje, onde, contudo, há aspectos ligados ao sistema de saúde que podem gerar dúvidas na consciência do médico.

Em tese, o médico tem direito a objeção de consciência religiosa ou não?

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Enquete 519- Demissão e Direitos

A Promotoria  de Direitos Humanos e Saúde Pública investiga se a  Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina demitiu dois médicos da AMA Ermelino Matarazzo (zona leste de São Paulo) porque eles fizeram um boletim de ocorrência alertando para a falta de estrutura na unidade http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/05/1882978-medicos-que-fizeram-bo-contra-posto-de-saude-na-zona-leste-sao-demitidos.shtml.

Evidentemente é essencial aprofundar a investigação para conhecer detalhes e razões das partes.

Considerando os Direitos do Médico vigentes no Código de Ética Médica atual:

III – Apontar falhas em normas, contratos e práticas internas das instituições em que trabalhe quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou a terceiros, devendo dirigir-se, nesses casos, aos órgãos competentes e, obrigatoriamente, à comissão de ética e ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição.

IV – Recusar-se a exercer sua profissão em instituição pública ou privada onde as condições de trabalho não sejam dignas ou possam prejudicar a própria saúde ou a do paciente, bem como a dos demais profissionais. Nesse caso, comunicará imediatamente sua decisão à comissão de ética e ao Conselho Regional de Medicina.

V – Suspender suas atividades, individualmente ou coletivamente, quando a instituição pública ou privada para a qual trabalhe não oferecer condições adequadas para o exercício profissional ou não o remunerar digna e justamente, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo comunicar imediatamente sua decisão ao Conselho Regional de Medicina.

Na sua opinião, por hipótese, uma falta do encaminhamento obrigatório do contido no BO para o Conselho Regional de Medicina enfraquece a defesa dos médicos em questão?

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