Enquete 302- Quando o assunto é o médico (1)

A manchete é: Garoto com câncer raro e só 5% de respiração luta contra falta de médicos

A sub-manchete é:  … convive com a falta de médicos especialistas na doença. Hospital afirma que trabalha para contratar pediatras oncologistas.

 A notícia é:  Um garoto de 11 anos vive momentos difíceis em um hospital de Santos, no litoral de São Paulo. Além de lutar contra um tipo raro de câncer e ter apenas 5% da capacidade de respirar, … convive com a falta de médicos especialistas na doença para realizar o tratamento.

De acordo com a mãe do garoto …, o jovem já passou por três cirurgias em um período de quatro anos, por conta de um tumor de Wilms. “Na primeira, ele tirou o rim e metade do baço. Depois de seis meses de alta, a doença atacou baço, pâncreas e pulmão. Após isso, ele acabou ficando com 5% de capacidade de respirar”, disse.

Na última semana, logo após a última cirurgia pela qual foi submetido, o garoto teve complicações e precisou retornar ao hospital. “Estão dando antibióticos, remédios para dor, mas não conseguem tratar da doença dele. Os médicos que o atendem afirmam que não têm especialidade na doença”, relatou.

Segundo o superintendente da Santa Casa de Misericórdia de Santos, o hospital está trabalhando para conseguir médicos que atendam ao garoto. “Nós estamos buscando pediatras oncologistas, mas não tem sido fácil. Temos dificuldade com pediatra, ainda mais com nesta especialização”, disse.

Ainda segundo o superintendente,  … passará por uma consulta, na próxima quarta-feira (27), em um hospital referência neste tipo de doença, em São Paulo.  http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2016/04/garoto-com-cancer-raro-e-so-5-de-respiracao-luta-contra-falta-de-medicos.html

Na sua opinião, há concordância entre manchete e conteúdo da reportagem?

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230- Virtude, Utilidade e Dever

O ecossistema da beira do leito lida com captações e aplicações entre médico e paciente. Nas últimas décadas a biotecnologia associou-se a conhecimentos e habilidades humanas profissionais e incorporou-se a interesses imediatos do paciente, assim contribuindo para expansão  multiprofissional e transdisciplinar  da atenção aos cuidados com a saúde.

Na missão de recuperar órgãos doentes, não agravar morbidades presentes e/ou evitar danos a estruturas normais, é essencial distinguir o que deve e o que não deve ser feito. Muitas vezes, esta separação fica bem clara, mas cresce o número de situações de dúvida sobre tanto a aplicabilidade técnico-científica do disponível pela Medicina como a receptividade humana a chances de benefício e de danos.

O surgimento de  alguma dificuldade para a tomada de decisão na beira do leito costuma despertar apreciações de ordem moral na construção de respostas a questionamentos que de certa forma harmonizem consciência, conhecimento e tolerância.  A consciência profissional que atingiu a fronteira do estado da arte, o conhecimento específico sobre probabilidades e imprevisibilidades e a tolerância a opiniões na “contra-mão” do clinicamente recomendável.

Direitos e deveres regulam legitimidades de deliberações, onde a idealidade de  uma superposição do paternalismo forte à autonomia, vale dizer, a concórdia entre conduta recomendada e consentida, pode não se manifestar. Uma consequência  é o encontro de um ser humano frustrado na expectativa de “fazer o melhor” segundo a sua óptica profissional- o médico-  com outro ser humano que utiliza o direito de enxergar diferente o “fazer melhor”- o paciente.

Há um primeiro momento  e muitos  adicionais, habitualmente, de junções e disjunções que caminham para um final, com maior ou menor aceleração. Paradas no processo existem, enfim retomadas após modificações de pensamentos e de condições clínicas. Uma segunda opinião médica, uma sensata opinião familiar, uma auto-revisão fora do impacto inicial podem dar novas leituras e rever juízos. Agravamentos da enfermidade, especialmente com acentuação de sofrimentos e redução da qualidade de vida constituem tradicionais reversores de não consentimentos.

O médico atuante na beira do leito tem habitualmente propensões no campo da Bioética que se incorporam  até sub-repticiamente pelo caso-a-caso do cotidiano. Desta maneira, a maioria dos médicos segue em frente dando respostas que entende moralmente pertinente apoiadas na vivência de sucessos e de insucessos. Esta modelagem vai incorporando um “ser bioeticista” que forma uma base confiante em seus entendimentos e maneiras de interagir. Num certo percentual de casos que se mostra variável para cada médico, contudo, as contraposições extrapolam o “sentir-se capacitado”, quando, então, a participação de uma consultoria em Bioética torna-se de grande utilidade prática.

Do modo auto-guiado ou do modo assistido por bioeticista, o médico é instado a aplicar três lógicas éticas: a ética da virtude, a deontologia e a ética dita consequencialista, como a com base no utilitarismo.

É comum o médico argumentar com o paciente que a sua recomendação é virtuosa pois tem o intuito fundamentado em razões corretas, assim é algo bom e é assim visto pelo senso comum. Subentende que a ciência validada na Medicina visa ao bem e deve ter a contrapartida de confiança pela sociedade. Ocorre que o paciente em questão é tão-somente um membro de uma sociedade plural em relação a objetivos, desejos, preferências e valores. Cada um identifica-se com a técnico-ciência ao seu modo, não necessariamente à maneira de um esteriótipo de maioria.

A  ética que enfatiza consequências possíveis costuma valer-se de argumentos utilitaristas onde há um valor impessoal básico  a ser aplicado de modo individual visando à maximização do bem-estar. Pelo menos, como previsto em função de uma análise de benefício e de dano. Em Medicina, o consequencialismo subjetivo é mais aplicável do que o objetivo, ou  seja, há o compromisso com a seleção do método com maior chance de melhor relação custo-efetividade e não com uma garantia de resultados em função das imprevisibilidades próprias  da biologia. A construção de diretrizes clínicas distingue as aplicações em útil, tendência a útil, tendência a inútil e inútil, de acordo com  circunstâncias  clínicas.   Devido à fundamentação em evidências obtidas pelo uso de   métodos que permitem aproximações a verdades e distanciamentos de acasos, a ética utilitarista  aplicável na beira do leito rejeita validades em fé, ritual ou dogma – certezas jamais- e acolhe observação, experimentação e raciocínio crítico. Formam-se assim exigências e obscurece-se o intuitivo no âmago  do profissionalismo dos nossos tempos.

A Deontologia cuida dos deveres sobre princípios e normas objetivando regular conduta profissional. O médico obedece ao Código de Ética Médica vigente. Em termos gerais, ele precisa se desempenhar alinhado aos textos dos artigos, evitando assim infrações éticas. Contudo, estar a serviço da saúde do ser humano, respeito pelo ser humano, liberdade e independência, ausência de discriminação, condições dignas de trabalho, ditames de consciência, honorários justos e dignos, todos os meios disponíveis, motivo justo, etc… etc… postam-se em contornos imprecisos necessitados de ajustes de apreciação sobre eticidade, circunstância a circunstância.

A beira do leito contemporânea não admite fazer apenas porque é possível. Muitas vezes, o que soa virtuoso, o que é indubitavelmente útil, o que está plenamente articulado com um artigo do Código de Ética  resulta refutado no âmago da conexão médico-paciente. É comum  que o alerta soe, piscando na mente o terrível  letreiro: Sob risco de processo. 

Fundamentos de Bioética já incorporados ou originados em consultoria são essenciais para apoiar tomadas de decisão na beira do leito que mais bem evite magoar virtudes, traga consequências de fato aspiradas e considere o disposto no Código de Ética Médica.

Enquete 301- Precisa fazer esta pergunta para preservar o sigilo médico?

O Art. 73 do Código de Ética Médica vigente dispõe que é vedado ao médico revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente.
Considere que o paciente entrou no recinto de consulta acompanhado de uma pessoa que apresentou ao médico como um amigo.

Após a anamnese e o exame físico, o médico, quando chega o momento de discorrer sobre hipóteses diagnósticas, deve perguntar ao paciente se pode falar na presença do amigo?

  • Sim, é obrigatório como garantia de preservação do sigilo médico (0%, 0 Votes)
  • Não, o acompanhamento do amigo por iniciativa do paciente já é autorização bastante para que o médico fique à vontade para se pronunciar (0%, 0 Votes)

Total de Respostas: 0

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229- Semáforo da Bioética

tumblr_nxzwd6HBzc1soxt3qo1_400Ciência, consciência e convivência. Um encontro da beira do leito. Essência da atenção a cuidados com a saúde do ser humano.  Necessidade de convergências para uma tomada de decisão. Realidades de divergências provocadas por pluralidades, diversidades, adversidades, possibilidades, imprevisibilidades e admissibilidades. Indecisões? Disque Bioética! Um chamado para prover sustentabilidade ética à deliberação.

A beira do leito convive com esperanças. Elas resultam concretizadas- maioria- ou frustradas- minoria. Dos insucessos brotam estímulos reformadores e inovadores. Técnico-científicos e humanos. A Bioética contribui para iluminar e ajustar as reações humanas ao uso da biotecnologia diagnóstica e terapêutica.

A Bioética oferece auxílio para a substituição de paredes por pontes. Cada vez mais, acompanhando a dualidade benefício-dano do progresso da Medicina. Reforçando caso-a-caso a capacidade de contribuir para modelar o  quantum satis do saber prático das ciências da vida.

Toda tomada de decisão tem um custo emocional bilateral na relação médico-paciente. Diretrizes de condutas presumem imparcialidade frente às circunstâncias de enfermidades. As chamadas evidências preservam a justeza da recomendação, tudo muito dinâmico, mas assentado na medida do possível no que há de mais sólido e verdadeiro  na interface entre clínica e técnico-ciência.

Todavia, há muita areia movediça na beira do leito. A ausência de neutralidade é matéria prima da mesma. Pois é difícil haver indiferença, o mais provável é que haverá um posicionamento preferencial, quer do médico, quer do paciente. Abstenho-me de considerar eventualidades de má-fé que comprometem a imparcialidade. Foco nas instabilidades existentes justamente porque há boa-fé. Quero dizer, nos desequilíbrios gerados pelas verdades em que cada um crê, verdadeiro para si, e que  impedem consenso entre as partes e requerem juízos talhados pela sinceridade.

Uma preocupação com  mobilidades danosas da beira do leito diz respeito ao desnível de poder em face a vulnerabilidades. É emblemática a figura clássica do médico poderoso e do paciente fragilizado. Novas posturas sociais e culturais modificaram o trânsito de direitos e deveres na beira do leito. A Bioética ajuda a regular os semáforos das rotas que vão se formando.

Pode ser que a disposição médico-paciente esteja perfeitamente alinhada, ou seja, o que ambos pensam e desejam formam duas não neutralidades à questão articuladas para mesmo movimento. Consentimento do paciente resume. A confiança que há uma parceria de interesses dentro do respeito e da ética, valoriza. É o sinal verde que permite avançar nos cuidados com prudência e com zelo.

Pode ser que o desaprumo é que prevalece entre médico e paciente. Interesses não se ajustam. Com ou sem um selo ético. Não há chancela ética para atender a uma solicitação de “atestado de corredor”, onde o interesse pela verdade é distintamente manifesto. Há chancela ética quando o interesse do médico em cuidar  de acordo com o estado da arte é recusado pelo paciente capaz fundamentado em seus valores e assim assume as responsabilidades da contraposição. É o sinal vermelho que impede o prosseguimento e permite fluxo em outro sentido.

Pode ser que haja confronto entre o uso da evidência científica que o médico crê aplicável àquele paciente e a realidade circunstancial de sua ilegitimidade frente ao não consentimento do paciente, muitas vezes gerado por inabilidades na prática de ajustes. Uma figuração paternalista expressa pela dificuldade de fazer concessões à tolerância onde o padrão de conduta deve ter as cores da autonomia é causa comum do sinal amarelo. Atenção é o seu significado, muita atenção, aliás, pois qualquer movimento pode surgir, especialmente aqueles que levam a danos de várias naturezas.

Há radares semafóricos na beira do leito. Suas câmeras registram imagens  éticas  na maior parte do tempo. Cada médico precisa atuar neste bom sentido, especialmente, perante os inevitáveis desafios de conduta técnica e moral que compõem qualquer interação humana. A Bioética da Beira do leito objetiva ampliar a competência de cada médico para transformar instabilidades simbolizadas no sinal amarelo em coerências pela luz verde ou pela luz vermelha na beira do leito.

Enquete 300: Conexão médico-paciente na terminalidade da vida

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Crédito: http://www.jhartfound.org/images/uploads/resources/ConversationStopper_ACP_poll_Final_Slides.pdf

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Crédito: http://www.jhartfound.org/images/uploads/resources/ConversationStopper_ACP_poll_Final_Slides.pdf

O  diálogo médico-paciente sobre a proximidade da morte tem deixado de ser um tabu, lentamente, é verdade. Crescem as apreciações éticas sobre a terminalidade da vida. O desenvolvimento do tema com clareza entre médico e paciente deixa de ser vista como uma violência  e passa a ser fator de respeito à dignidade.

Os quadros acima ilustram pesquisa recente que evidenciou números ainda aquém do desejável. Destaco que  cerca de 70% dos entrevistados declararam carência de treinamento para a conversa direta com o paciente/familiar e que cerca de 50% deles não sabem sobre o que exatamente abordar acerca da terminalidade da vida.

O aperfeiçoamento da conexão médico-paciente na terminalidade da vida requer disponibilidades de:

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228- Conhecer o Código de Ética Médica é útil e eficaz. Vale a pena!

O Código de Ética Médica vigente no Brasil é útil e eficaz. Ele repercute a cultura da beira do leito brasileira sensível aos deslocamentos incessantes da nossa sociedade. Todo médico deveria ler /reler um artigo por dia. Cada enunciado costuma conter mensagem múltipla. Refletir sobre as intercessões do texto beneficia o profissionalismo do cotidiano. Respostas a dúvidas ficam alinhavadas, ajustes a individualidades resultam facilitados.  Cada ser médico ao seu próprio entendimento fortalece-se de conformidades coletivas. Vale a pena!

Destaco um exemplo do benefício:

O artigo 31 do Código de Ética Médica vigente dispõe que é  vedado ao médico desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.

Há seis termos para analisar:

  1. Código de Ética Médica vigente: O Código em vigor dá medida para limites do profissionalismo médico. É balizamento para intenções e aplicações do que o médico aprendeu e constantemente reaprende. É marco de fronteiras para movimentos técnico-científicos da Medicina e para expressões plurais da condição humana presente na relação médico-paciente. Deveres e direitos do médico adequam-se a cada tempo. Revisões periódicas do Código proporcionam atualizações  a  interfaces clássicas e inovadoras da prática médica. Artigos atuais apoiam-se num substrato tradicional  de moralidade profissional e dão ênfase a atos autonômicos. Pelas complexidades de circunstâncias da beira do leito, interpretações do texto são comumente necessárias. Assim, uma mescla de bem comum de virtudes, dever deontológico e visão utilitarista dá admissibilidades- ou não- na beira do leito. Em consequência de um pluralismo de razoabilidades, dúvidas sobre moralidade de tomadas de decisão surgem frequentemente. É campo onde a Bioética contribui sobremaneira.
  2. É vedado ao médico: A redação adotada é restritiva.  No artigo acima, somam-se duas negações, o que dificulta a instrução: veda-se desrespeitar. É vedado ao médico substituiu É dever do médico dos primeiros Códigos. Ambos são expressões coercitivas. Contudo, é vedado soa a intuito punitivo, enquanto que é dever repercute mais pedagógico para o jovem médico. Não se sentir proibido, mas sim instado ao permitido valorizado e estimulado pela própria consciência é preferível. Na verdade, o bom médico atua  pela própria vontade com perícia, prudência e zelo, já que é assim que entende sua obrigação profissional e não porque “não pode” praticar com imperícia, imprudência e negligência. O padrão é ser eticófono, falar a língua da Ética e não ser eticopata, claro com  algumas possibilidades de eticodislalias.
  3. Direito do paciente à livre decisão: Atualmente os pacientes estão mais informados – bem ou mal- e reconhecem a sua autonomia para dar ou não consentimento. É essencial o conhecimento e a incorporação pelo médico da narrativa do paciente, ou seja da sua história de vida que inclui objetivos, desejos, preferências. É mais do que a doença em si. Por isso, a boa comunicação é essencial para adequar atos médicos a valores do paciente.
  4. Prática diagnóstica: O progresso da Medicina ampliou a disponibilidade de métodos diagnósticos, incorporou riscos de adversidades biológicas e expandiu a possibilidade de se manifestar contra o que não  se deseja para si. Pacientes, assim, têm suas razões para não consentir com práticas diagnósticas, o que deve ser respeitado.
  5. Prática terapêutica: Tratamentos trazem incertezas e medo de adversidades para o paciente. Quando a boa qualidade de vida encontra-se preservada ou em fases terminais de certas doenças há chance de o paciente recusar procedimentos que evitariam o danoso prosseguimento da história natural ou que são vistos como ineficazes para reverter a extrema gravidade e até como indutores de mais sofrimento.  É  visão do paciente que tem que ser reconhecida.
  6. Iminente risco de morte: Desde que a iminência esteja ligada a morte evitável, o médico não precisa obter o consentimento do paciente/representante e assim prevalece o dever de realizar práticas diagnósticas e terapêuticas em situações de emergência. Todavia, ressalte-se, há circunstâncias onde é complexa a  aplicação de critérios de iminência de morte reversível.

Em suma, o médico precisa estar ciente do valor moral da pessoa a quem se dispõe a cuidar. O dever de respeitar o direito de manifestação autonômica do paciente cria condições para confrontos em situações de diagnóstico e/ou tratamento. O paternalismo ressurge na iminência de morte evitável.

Enquete 299- Consulta em bioética à beira do leito (3)

Hospitais brasileiros dispõem de Comitês de Bioética.  São poucos, é verdade, mas há esforços pela expansão.  Inclusive, é recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Um Comité de Bioética é acionado, comumente, por imbricamentos pessoais, profissionais e institucionais acontecidos na beira do leito. Um processo e um conteúdo sustentam a elaboração da resposta solicitada. Da qualidade dos mesmos resulta a atenção ao  Princípio fundamental II  do Código de Ética Médica vigente:  O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional.

No roteiro a ser cumprido em casos clínicos específicos em desenvolvimento  há  momentos do foco em consequências para o médico e há momentos do foco em consequências para o paciente. A representação dos mesmos deve estar em equilíbrio.

Considerando que uma inter-consulta é solicitada pelo médico, quem costuma ser o narrador da situação quando do comparecimento do bioeticista à beira do leito e que ele  pode reproduzir a situação tão sinceramente quanto expressando certas seleções narrativas, que ele não mente, mas a”sua” verdade, na qual acredita, pode ser uma versão não exatamente superposta a que faria o paciente, também sinceramente;

Considerando que o prontuário é propriedade do paciente mas é elaborado pelo médico – e demais profissionais da saúde- que anota o que recolhe do paciente e o que lhe aplica e que as notas de fatos podem conter vieses de interpretação;

Considerando que o protagonismo do bioeticista necessita ser maduro, íntegro, com privilégio da consciência e da discrição.

O consultor em bioética deve considerar apenas o que está anotado no prontuário do paciente

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Enquete 298- Consulta em bioética à beira do leito (2)

Hospitais brasileiros dispõem de Comitês de Bioética.  São poucos, é verdade, mas há esforços pela expansão. Inclusive, é recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Um Comité de Bioética é acionado, comumente, por imbricamentos pessoais, profissionais e institucionais acontecidos na beira do leito. Um processo e um conteúdo sustentam a elaboração da resposta solicitada. Da qualidade dos mesmos resulta a atenção ao  Princípio fundamental II  do Código de Ética Médica vigente:  O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional.

No roteiro a ser cumprido em casos clínicos específicos em desenvolvimento  há  momentos do foco em consequências para o médico e há momentos do foco em consequências para o paciente. A representação dos mesmos deve estar em equilíbrio.

Considerando que uma inter-consulta é solicitada pelo médico, quem costuma ser o narrador da situação quando do comparecimento do bioeticista à beira do leito e que ele  pode reproduzir a situação tão sinceramente quanto expressando certas seleções narrativas, que ele não mente, mas a”sua” verdade, na qual acredita, pode ser uma versão não exatamente superposta a que faria o paciente, também sinceramente;

Considerando que o prontuário é propriedade do paciente mas é elaborado pelo médico – e demais profissionais da saúde- que anota o que recolhe do paciente e o que lhe aplica e que as notas de fatos podem conter vieses de interpretação;

Considerando que o protagonismo do bioeticista necessita ser maduro, íntegro, com privilégio da consciência e da discrição.

O consultor em bioética deve re-explicar ao seu modo ao paciente os prós e contras do que está sendo apreciado?

  • Sim, ele pode contribuir para um melhor esclarecimento (0%, 0 Votes)
  • Não, ele tem que opinar apenas sobre o já estabelecido (0%, 0 Votes)

Total de Respostas: 0

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Enquete 297- Consulta em bioética à beira do leito (1)

Hospitais brasileiros dispõem de Comitês de Bioética.  São poucos, é verdade, mas há esforços pela expansão. Inclusive, é recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Um Comité de Bioética é acionado, comumente, por imbricamentos pessoais, profissionais e institucionais acontecidos na beira do leito. Um processo e um conteúdo sustentam a elaboração da resposta solicitada. Da qualidade dos mesmos resulta a atenção ao  Princípio fundamental II  do Código de Ética Médica vigente:  O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional.

No roteiro a ser cumprido em casos clínicos específicos em desenvolvimento  há  momentos do foco em consequências para o médico e há momentos do foco em consequências para o paciente. A representação dos mesmos deve estar em equilíbrio.

Considerando que uma inter-consulta é solicitada pelo médico, quem costuma ser o narrador da situação quando do comparecimento do bioeticista à beira do leito e que ele  pode reproduzir a situação tão sinceramente quanto expressando certas seleções narrativas, que ele não mente, mas a”sua” verdade, na qual acredita, pode ser uma versão não exatamente superposta a que faria o paciente, também sinceramente;

Considerando que o prontuário é propriedade do paciente mas é elaborado pelo médico – e demais profissionais da saúde- que anota o que recolhe do paciente e o que lhe aplica e que as notas de fatos podem conter vieses de interpretação;

Considerando que o protagonismo do bioeticista necessita ser maduro, íntegro, com privilégio da consciência e da discrição.

O próprio paciente interessado, sempre que possível, deve participar ativamente do processo de consultoria em bioética à beira do leito

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Enquete 296- Educação para a infertilidade ou para a fertilidade?

pregnancy (1)Artigo inglês recente chama a atenção: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3536964/Calls-lessons-fertility-pupils-aged-11-Expert-wants-children-warned-dangers-starting-family-late-sex-education-classes.html

1- A educação sexual na escola deu forte ênfase à evitação da gravidez precoce;

2- Em decorrência, resultou uma imagem negativa relativamente frequente da gestação;

3- Razões profissionais têm elevado a idade da mulher na primeira gestação. Percentual expressivo passa a reconhecer dificuldades para engravidar numa idade “mais avançada” causando maior pressão psicológica.

A ideia é incluir na educação sexual para o jovem  um  fator de equilíbrio pedagógico pela apresentação dos aspectos  da fertilidade humana sob impacto do decorrer dos anos.

Na sua opinião, ênfase na educação sexual do jovem deve ser

  • Infertilidade inibidora da gravidez precoce (0%, 0 Votes)
  • Fertildade em idades mais avançadas (0%, 0 Votes)
  • Ambas (0%, 0 Votes)

Total de Respostas: 0

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