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194- Bioética e Inteligência emocional

iemocMédico, um eterno aprendiz. Paciente, um mestre sem fim. Relação médico-paciente, conexão indispensável. Pelo feedback, a construção de diagnósticos e a formulação de condutas terapêuticas. Sobre uma plataforma expansível de conhecimentos e de habilidades na beira do leito, as necessidades de cumprimento das tarefas profissionais sustentam, caso a caso, a continuidade ao aprendizado, um dos pilares da Ética Médica vigente no Brasil: Princípio fundamental V – Compete ao médico aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente.

Médico e paciente comungam a condição de ser humano. Incrível, mas é necessário dizer. Comissões de Humanização reforçam a constante lembrança. Ambos co-habitam a beira do leito trazendo consigo peculiaridades intrapessoais e interpessoais. Cada sinergia resultante lida a sua maneira com as emoções em meio a níveis de competência clínica e de qualidade da comunicação.

Há inteligência na beira do leito cuidando para a excelência da atenção à Saúde. A Bioética da Beira do leito valoriza a inteligência cognitiva e destaca o vigor da inteligência emocional. Já caducou o conceito que o médico tinha que guardar uma boa distância emocional do paciente para preservar a objetividade. Sim, cuidar de si ou de um familiar próximo traz fortes vieses sobre juízos, deve ser evitado. Mas o corolário é que a empatia – conectividade humana- é essencial para quebrar barreiras da expressão sobre emoções. O sentido da anamnese, quer  verbalizações espontâneas, quer provocadas,  deve estar presente a qualquer momento do atendimento dando palavra às emoções- vale dizer, a exposição das agitações de sentimentos que costumam permear os atos médicos, tanto mais inquietas quanto mais a situação tende a provocar excessos de ansiedade.

A beira do leito admite o termo variância à semelhança do aceitável em estatística. A dispersão – é clássico- impede a garantia de um resultado. Assim, distâncias variáveis do almejado objetivamente expressas por sintomas, números e imagens despertam distintos níveis de emoções na beira do leito. Um encadeamento de afetos que mexe com itinerários.

O manejo profissional das emoções na relação médico-paciente beneficia-se do conjunto de habilidades- verbais e não verbais- que capacita o médico a criar, reconhecer, manifestar, compreender e analisar as próprias emoções e as do paciente, a fim de orientar  pensamentos e condutas a respeito das necessidades de saúde. Em outras palavras, a Inteligência emocional, assim definida, é capital profissional não-cognitivo do médico para atender (enfrentar, resistir, ajustar) a estresses de percurso, especialmente àqueles ligados às imprevisibilidades, às frustrações das expectativas, à comunicação de más notícias.

Especialistas no tema entendem que a Inteligência emocional pode ser aprendida. O uso deve ser treinado.  Em vez de se afastar das emoções, que se domine, que se encaminhe, que se desenvolva uma conexão positiva com a informação e com a complexidade (Quadro). Contribui sobremaneira para bem lidar com as várias faces do ser humano que cada etapa do atendimento provoca num mesmo paciente.

O intelecto do médico promove a união da sua mente com tudo que diz respeito à doença do paciente. Captar as emoções eclodidas e considerá-las matéria prima para atitudes prudentes e zelosas impactam na sustentabilidade de fazer o bem clínico melhor.

A Bioética da Beira do leito acolhe a Inteligência emocional como fator de organização, reestruturação e equilíbrio   na conexão  Medicina-médico-paciente-instituição de saúde-sistema de saúde.

IE