186- Bioética e fase de mercado de medicamento

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Medicamentalização da vida à parte, vivenciamos época de grande diversidade de medicamentos com alta influência na conexão médico-paciente. Um dos aspectos do cotidiano a considerar é a determinação do período de tempo de recomendação da utilização, quer na individualidade de uma prescrição, quer na persistência de legitimidade científica e aprovação clínica.

A individualidade de uma prescrição inclui o uso por um tempo determinado pelo paciente – como o de antibióticos-, o uso contínuo- como de anti-hipertensivos- e o uso autorizado para repetição se necessário. Ademais, relaciona-se com a presença nas embalagens do medicamento de uma data após a qual não é recomendável utilizar o conteúdo, o chamado  prazo de validade  para o leigo consumidor.

A persistência da legitimidade científica e aprovação clínica é de interesse direto do médico prescritor. Diz respeito a perspectivas do período de tempo de inclusão nas boas práticas da Medicina, a serem ditadas ou por superações por inovação farmacológica, ou por descrédito dos médicos nos benefícios cogitados, ou por razões de quebra da segurança biológica eclodida na chamada fase de mercado que, inclusive, pela gravidade da adversidade, pode resultar na  retirada definitiva do arsenal terapêutico. Continue lendo