183- Bioética e LGBT

Paciente brasileiro com  40 anos de idade designado como homem ao nascer e com expressão de gênero feminina na idade adulta desejava ser submetido a uma  cirurgia de redesignação de gênero em um país europeu. Como era portador de uma lesão importante numa válvula cardíaca, houve a indicação da correção prévia por um implante de prótese, a ser realizada no Brasil, em função do risco operatório da operação de mudança de sexo.

Os quartos para internação no hospital brasileiro estavam estruturados com 2 leitos e um banheiro com distribuição binária habitual-  quartos para homem, quartos para mulher.

Criou-se um dilema sobre o local para a internação do paciente em questão. Uma sugestão de reservar um quarto exclusivo foi eliminada em função da alta demanda de pacientes. Após discussão multiprofissional e interdisciplinar, adotou-se a seguinte estratégia: internação em quarto de mulher e que se entrasse em contato com  mulheres que aguardavam a convocação para internação, em busca de uma aceitação sobre a “companheira” de quarto.

Em pouco tempo, a situação foi resolvida pelo consentimento de uma paciente de 60 anos de idade e tudo transcorreu em harmonia, sem nenhuma intercorrência médica e não-médica transoperatória. Continue lendo