176- Autoridade, tradição e Bioética

Jovens fazem perguntas que embaraçam o pensamento para a resposta. No dia em que houver vacina para tudo, o que fará o médico?

A questão nos lembra que a Medicina é uma continuidade de aperfeiçoamentos técnicos-científicos com preservação de atitudes a serem acomodadas ao código moral de cada tempo. O Livro de Medicina publicado há meio século, ansiosamente esperado das mãos do livreiro na Faculdade, não serve mais, virou história da Medicina para a atual geração. Já o Juramento de Hipócrates de 25 séculos persiste patrimônio-guia. O que nos direciona para os conceitos de autoridade do médico e de tradição da Medicina.

Num processo de tomada de decisão sobre os cuidados com a saúde para um determinado paciente, a Ética prevê o manejo de escolhas com responsabilidade. Há um início que especifica aplicabilidades às circunstâncias clínicas apresentadas, assim admitindo condutas com legitimidade tanto técnico-científica quanto humana.

Este princípio selecionador- no sentido de ponto de partida e de preceito- precisa manter a validade a toda passagem por filtro da real eficiência. Uma reafirmação de cada presente evoluído de um já passado e que preserva utilidade ante perspectivas para o futuro. Desta maneira compõe-se a plataforma científica que dá autoridade ao médico. A aplicação- aqui e agora- que ele faz da terapêutica tem assim alicerces éticos no passado e no futuro. Continue lendo