172- Será que nossas bactérias provocam o que somos?

zns9991464840001

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4228144/pdf/zns15490.pdf

1-s2.0-S0149763411001369-fx1

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0149763411001369

Parece ser mas não é. Mas até que poderia. Enfezado não tem nada a ver etimologicamente com o intestino, mas a ciência demonstra cada vez mais o poder do intestino de influenciar reações do corpo humano em geral.

As bactérias intestinais formam algo parecido com um órgão endócrino e produzem múltiplos “hormônios” que atuam à distância  sinalizando a vários locais do organismo como se comportarem. Pois é, se é verdade que bactérias prepararam o nosso planeta para ser habitado por qualquer tipo de ser vivo, tudo indica que o ser humano continua dependendo destes microrganismos. Nossas bactérias são patrimônio valioso, não viveríamos sem elas presentes em vários locais do nosso corpo.

São cerca de 2 kg de 100 trilhões de microorganismos de mais de 1000 distintas espécies cuja composição no intestino tem alto valor nos primeiros meses de vida, é influenciada pelo tipo de parto, aleitamento materno e eventual uso de antibióticos e influencia a constituição do sistema de imunidade. Experiências trouxeram evidências científicas sobre bactérias como fatores de desenvolvimento da obesidade, diabete melito, asma, brônquica, autismo e esquizofrenia, além de comportamentos emocionais ditados por manipulações da microbiota intestinal.

E porque  há  10 células bacterianas para cada célula humana e  150 vezes mais genes  bacterianos do que humanos em cada ser humano coabitando nosso corpo e exercendo impactos sobre a saúde de modo bem mais amplo do que comumente se conhece, o mais da afirmação de Sigmund Schlomo Freud (1856-1939) Não somos apenas o que pensamos ser, somos mais deve incluir a microbiota intestinal. Continue lendo