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165- Pode-se dar um jeito no jeito não empático do estudante de Medicina?

96Um trecho da matéria Estrangeiros do Mais Médicos superam desconfiança de pacientes http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/09/estrangeiros-do-mais-medicos-superam-desconfianca-de-pacientes.html chamou-me a atenção: “… No caso de Ramalho… Os pacientes se dirigiam a mim e diziam que, pela primeira vez, conheceram a cor dos olhos de um médico. Isso me marcou muito. Criamos aqui a empatia de olhar nos olhos, de tocar. Antes, isso não ocorria…“.

Partindo do pressuposto da veracidade, esta observação é preocupante, embora não seja exatamente inusitada. Não parece ser uma peculiaridade brasileira, pelo menos qualitativamente.

Há alguns meses, o New England Journal of Medicine http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMp1501440 trouxe a indagação de um professor da Harvard Medical School: “… Como é que permitimos que este aluno  frequente uma Escola de Medicina…” . Ele se referia a um estudante desajeitado, com péssima linguagem corporal e usando termos técnicos incompreensíveis para o paciente. E o comentário seguinte do autor é surpreendentemente superponível ao do Dr. Ramalho – que é um médico português com 68 anos de idade trabalhando no interior da Bahia: “… Por onde eu passo, ouço que os médicos demonstram pouca empatia e não se comunicam bem com os pacientes…” .  Continue lendo