147- Doutor, “ouça” a minha linguagem corporal

ABAAABqrQAC-7macqO colega me contava que estava aprendendo como o corpo fala. O filho de 6 anos, de mãos dadas e atento, levantou a cabeça, encarou-o e complementou com a naturalidade da criança: “… É só abrir a boca, papai”.

Serão precisos alguns anos para que o jovem entenda o valor da comunicação extra-verbal. Se ele se tornar médico, então, terá lições diárias transformadas em instrumento de trabalho. A Bioética da Beira do leito reconhece a utilidade e a eficácia da expertise em interpretação de mensagens “caladas”. Elas são emitidas pelo paciente, habitualmente, de modo não conscientizado. Não é incomum certa dissociação entre o afirmativo/negativo da palavra vocalizada e o que gestos refletem.

A mesa que separa médico e paciente marca território. Atendimentos ambulatoriais costumam entremear-se de movimentos posturais de “invasão”. Eles expressam intenções de adesão-conciliabilidade ou de violação-hostilidade. Dão circulação à atmosfera humana que envolve o face a face.

O antropólogo estadunidense Edward Twitchell Hall Jr (1914-2009) estabeleceu 4 zonas de relacionamento humano (quadro). Um ato médico utiliza mais comumente o íntimo – exame físico, por exemplo- e o pessoal – anamnese, por exemplo. http://www.csiss.org/classics/content/13reguaProxemica
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