BioAmigoBR 75- A primeira revista científica editada no Brasil

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Crédito: http://www.on.br/conteudo/coad/diid/mostra_virtual_livros.html

A Revista do Observatório, lançada na década de 80 do século XIX é considerada a pioneira exclusivamente científica editada no Brasil. Ela era mensal e teve 5 anos de vida.

Constituiu publicação do Imperial Observatório do Rio de Janeiro, que foi criado em 1827, no Império de D. Pedro I. Dizem que os índios tupinambás eram bons meteorologistas e que os conhecimentos foram mesclados aos difundidos desde a Europa.

114-Sou médico ético, logo oriento-me pela Resolução CFM 1974/11


manual

Vocês imaginariam um Hipócrates “comerciante” que tivesse transmitido à posteridade: “… Utilize-se do nosso melhor atendimento, beneficie-se da nossa melhor formação profissional, resultados seguros com qualidade, melhor preço, melhores condições de pagamento, sua satisfação ou o dinheiro de volta!…  Pois é, ultrapassa o limite da imaginação!

Hipócrates foi  MÉDICO e, muito embora nunca seja chamado de Dr. Hipócrates, uma  distinção da imortalidade, o respeito ao seu legado de Ética inspira: “… Numa sociedade consumista, na qual valores, infelizmente, se diluem, a medicina deve atuar como guardiã de princípios e valores, impedindo que os excessos do sensacionalismo, da autopromoção e da mercantilização do ato médico comprometam a própria existência daqueles que dele dependem…”. Este texto faz parte da apresentação do Manual de publicidade médica, Resolução CFM nº 1.974/11, pelo Conselho Federal de Medicina em 2011 http://portal.cfm.org.br/publicidademedica/arquivos/cfm1974_11.pdf.

Dentro do espírito hipocrático, há cerca de 80 anos, a coibição da auto-promoção e do sensacionalismo já  era alvo do Código de Deontologia Médica (1931) num Capítulo sobre Manutenção da Dignidade Profissional. Orientava-se o médico a sempre ajustar sua conduta às regras da circunspeção, da probidade e da honra, constituindo atos contrários à honradez profissional e, em conseqüência, condenados pela Deontologia Medica: solicitar atenção publica por meio de avisos, cartões particulares ou circulares em que se ofereça a pronta e infalível cura de determinadas moléstias; exibir, publicar, ou permitir que se publiquem em jornais ou revistas não consagradas à Medicina, casos clínicos, operações ou tratamentos especiais; exibir ou publicar atestados de habilidade ou competência e ufanar-se publicamente do êxito obtido com sistemas, curas ou remédios especiais.

Desta forma,  semeou-se que  publicidade em causa própria difere de propaganda de idéias de interesse coletivo. Uma coisa é o médico fazer publicidade acerca do método que aplica para que o paciente deixe de fumar, o que pode embutir uma vantagem econômica para si, outra coisa é o médico propagar a conveniência do abandono do cigarro para a saúde de todos, isenta da citada vantagem pessoal.

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