90-Sigilo médico. Calar-se no espelho da Ética

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Crédito: http://marcoevangelista.blog.br/?p=5707

O médico carrega consigo e compartilha com o prontuário. São muitas informações sobre pacientes. Elas se formam sob diversas expressões.

É a idade não comumente divulgada, são o estado civil e a profissão nem sempre  afirmados  a conhecidos, é um hábito de vida não sabido por pessoa próxima. E, evidentemente, dados e fatos relacionados à Saúde, incluindo diagnósticos, necessidades terapêuticas e perspectivas de prognóstico. Inclui  limitações de ordem cognitiva desapercebidas no cotidiano das relações sociais.

Há um poder neste conhecimento. Hipócrates o reconheceu e, os médicos, seus herdeiros éticos, honram o “Pai da Medicina”, restringindo-o para as necessidades assistenciais, de ensino e de pesquisa nos cuidados com a saúde. E assim deve manter-se preservado como fundamento da relação médico-paciente.  É resguardo da vulnerabilidade do paciente exposta pela necessidade de atenção  do médico.

Qualquer revelação indevida pelo médico tem o potencial de provocar constrangimentos e prejuízos vários, como afetivos, trabalhistas e econômicos para o paciente. O sigilo médico é uma modalidade de não maleficência.

Foquei a individualidade. Há a sociedade como um todo. O médico  relaciona-se com ambas. Ele movimenta-se priorizando o foco para uma delas, mais comumente na questão do sigilo para o individual. Armadilhas visando à quebra do sigilo do paciente nunca faltaram no caminho dos médicos. Pela curiosidade humana e por má-fé desumana, especialmente. É essencial reconhecê-las no entorno profissional. É fundamental manter a firmeza ética em toda  atitude profissional. Destaque para  os labirintos do exercício da comunicação. Continue lendo