50-A construção do progresso

CaduceuMedicina

 

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Quando se fala em progresso da Medicina, logo vem à mente  uma inovação técnica preenchendo uma lacuna de utilidade. Todavia, ele  pode ser uma mudança de  ponto de vista acerca  do efetivo emprego dos métodos vigentes em atenção à circunstância clínica.

A Bioética da Beira do leito entende que todos os argumentos  verbalizados acerca de complexidades devem ser conhecidos. É oportunidade para o fortalecimento da apreciação de contraditórios pelo profissional da Saúde. Especialmente, quando a questão envolve mudança de paradigma  a respeito da não aplicação de métodos conceitualmente beneficentes ao paciente, orientada pelo prognóstico da sua doença.

Há muitos anos, a percepção de inutilidade de recursos da Medicina em função da individualidade de má situação clínica na terminalidade da vida é fundamento para a tomada de decisões tendo como pano de fundo a evitação da distanásia. O pensamento é evitar o sofrimento atroz desta fase da vida e privilegiar a dignidade na morte inevitável a curto prazo.  Demanda uma construção pela falta de unanimidade transdisiciplinar.

Só recentemente, em 2006,  aconteceu uma iniciativa mais resolutiva para dar sustentação ética ao médico brasileiro que, tendo a técnica na mão, incomoda-se em prolongar o sofrimento irreversível do seu paciente

Foi então que o Conselho Federal de Medicina  publicou a Resolução CFM 1.805/2006 pela qual permitia-se ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal. http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2006/1805_2006.htm

A Resolução, portanto, teve a preocupação de respeitar a capacidade de uma pessoa conduzir  uma vida  auto-determinada e de ser reconhecido  como  um ser autônomo por outros. Continue lendo