48-Médico-retratista

retratofaladoAdmiro o retratista. Creio que, por isso, e pelo estímulo da Bioética, me vem à mente a pessoa do médico-retratista. Ele aplica a sua técnica captando as expressões do paciente e produzindo fiel identidade. Arrisco-me a considerar esta figura mais analógica à adequação do ser médico ao paciente do que a do alfaiate, já desgastada na literatura.

Imagino o bioamigo se perguntando: Será que eu sou um médico-retratista?  Entendo que se for ético por formação, com a moralidade do comportamento conduzida pelos movimentos constantes do estado da arte da Medicina e pela consolidação do seu caráter, se com afinco e dedicação traça a “lápis e borracha” ordenações de conhecimento, raciocínio e emoções, caso a caso, a resposta é positiva.

O encontro do paciente com a inovação terapêutica traz desafios éticos complexos que requerem do médico-retratista a vitalidade do fazer intensamente consciente, não somente  da autoridade da experiência e do conhecimento de conclusões de pesquisas pertinentes, como também da sensibilidade a particularidades clínicas e do respeito a preferências e valores do paciente.

O diálogo com a Bioética desenvolve sabedoria para o médico aplicar traços de retratista em três ambientes de inovação terapêutica. Continue lendo