38-Bioética e não consentimento do paciente

Sim NaõSim NaõHouve o tempo em que o médico anotava detalhadamente os dados da história, do exame físico e da evolução clínica do paciente e aguardava  o resultado da necropsia para fazer correlações. Muitas doenças foram descobertas desta forma quando inexistiam   métodos terapêuticos eficientes.  A morte era, pois, um instrumento didático. Óbitos precedentes  fundamentavam diagnósticos subsequentes  e assim os livros de Medicina foram sendo escritos.

Desde o século passado,  a história natural de doenças  pode ser modificada por intervenções preventivas e/ou terapêuticas, dando sobrevida ao paciente. Vive-se mais anos, convive-se com mais doenças tendo boa qualidade de vida. O progresso da Medicina é um dos fatores capitais do aumento da expectativa de vida ao nascer.

Na condução de um determinado caso, a análise do prognóstico inclui a possibilidade da morte. Ela não é desejada, evidentemente, mas pode ser admissível. Estatísticas de maus resultados, esperados ou inesperados, assim, sustentam a necessidade da cogitação. Paciente e familiar temem complicações fatais, o médico as evita pela excelência das práticas, na medida do que for possível.  Continue lendo