32-Bioetique, é gratificante

p86w87Um interno do 5◦ ano ano de Medicina perguntou-me se é frequente esta questão do paciente não aceitar a recomendação do médico, que ele não estava percebendo isto agora que estava mais perto da realidade da beira do leito. Respondi-lhe que a participação em Comissão de Bioética dá a percepção que o número mostra-se crescente e que há situações onde a ocorrência é mais comum. Acrescentei que o médico deve ter a iniciativa de esclarecer o paciente e certificar-se  do seu consentimento, é um imperativo profissional contemporâneo.

Outro interno do 5◦ ano ano de Medicina emendou na pergunta do colega se o Código de Ética Médica é suficiente para nortear a atitude do médico. Fiz ver a ele que o Brasil está no seu oitavo Código que incluiu em 2009 várias resoluções que foram  dando atualidade ás boas práticas desde o último em 1988.  E que a Bioética da Beira do leito facilita interpretar o significado de vários artigos para realidades de cada caso e orienta o médico a como praticar para não ofender o é vedado ao médico  que encabeça a maioria dos mesmos artigos.

Um terceiro interno do 5◦ ano ano de Medicina lembrou que ele só precisará “obedecer” ao Código de Ética Médica após a colação de grau e quando receber o número de inscrição do CRM, mas que já tinha o convívio da Bioética desde o início da sua formação e que à medida que foi entendendo melhor de que precisa para ser um bom médico passou a se interessar pelo valor da Bioética.

Pouco mais de um ano separam estes estudantes da responsabilidade de médico diplomado e devidamente legalizado e autorizado ao exercício profissional.  Quando eu me formei havia a Deontologia e não havia a Bioética. Não posso dizer que não tenha recebido   ensinamentos de como cuidar com humanidade do paciente, obviamente  ajustados à época, final dos anos 60. Hoje, a Bioética está aí ocupando um espaço imprescindível para fundamentar reflexões do médico sobre suas atitudes em face da expansão diversificada das variáveis técnicas, científicas, sociais, econômicas e culturais de impacto na relação médico-paciente. Continue lendo