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opticoA Bioética da Beira do leito coleciona conhecimentos práticos. Um objetivo é que eles deem clareza de compreensão e poder de resolução a situações de conflito entre individualidades de percepção dos acontecimentos.

Não há dia profissional em que, pelo menos, o médico não resvale em alguma ameaça da harmonia da relação médico-paciente que provoca feridas emocionais. A maturidade vai ensinando quando um bandaid basta e quando o debridamento é obrigatório. Cicatrizes feias não são incomuns.

A simples prescrição de um medicamento, a elaboração de um banal atestado de doença e o descontraído “não é nada” pelo médico não estão livres de suscitar insatisfações.  Evidentemente, o aumento da complexidade dos atos carrega  mais chances de divergências de opinião no campo de interesse legal e da Ética. O risco de o médico ser surpreendido pelo não reconhecimento das boas práticas pelo paciente/familiar faz parte da beira do leito.

O médico desenvolve um senso de observação sobre posturas “ingratas” do paciente/familiar. É preciso não para ir em busca de agradecimentos, mas porque é hipocrático. Há as circunstâncias onde ele é tocado por percepções sobre descontentamentos não tão explícitos e que fazem apreciar a conveniência de se calar ou de falar  sobre a suposição. Há as circunstâncias em que o médico recebe a verbalização do paciente/familiar  sobre o descontentamento e, assim, ele  pode  reconhecer os sentimentos  negativos em face ao que ocorre e se posicionar. Não raramente, a continuidade de um atendimento torna-se um verdadeiro percurso de trem fantasma, onde  distintas sensações ameaçadoras manifestam-se  “a cada curva”, provocando alerta cautelar máximo.     Continue lendo