25-Colega é para isso, também

images21242575092De acordo com o princípio da Autonomia, o paciente tem o direito de participar ativamente nas tomadas de decisão que envolvam a sua saúde. Na verdade, ocorre um processo de boas práticas para resolução da necessidade do paciente. Qual é o diagnóstico? Qual é o tratamento? São os alvos essenciais no desenvolvimento de pensamentos e de exames. O paciente acompanha com graus variados de imersão.

Exame é palavra abrangente, a primeira ideia que dá para o médico é exame físico ou exame complementar. Mas ela vai além. Examinamos a literatura, examinamos a nossa memória profissional, examinamos uma outra opinião de colega. Esta visão semântica é essencial para mantermos o direito à interpretação, no sentido de obter informações como matéria prima para construir a decisão. O consentimento do paciente é exame de seus valores e preferências. Nem sempre a decisão passa neste exame. A Bioética faz compreender  a pluralidade do útil e eficaz.

Ponto importante sobre o exame é a questão do conhecimento disponível que habitualmente fica fora do âmbito da autonomia, ou seja, o paciente não participa ativamente opinando sobre em que tipo de fundamentação dar-se-á a recomendação que receberá. Nenhum paciente diz: “- Doutor, leia a diretriz…” ou “… Doutor, o senhor procurou as atualizações sobre a minha doença?…”. Há a presunção que o médico saberá de onde extrair, da sua própria cabeça experiente ou da cabeça de outros que escreveram a literatura. Parece o bastante, o que se espera do profissional.

Mas há uma outra cabeça de médico que costuma ficar oculta do paciente. Somos eternos alunos, quem estudou e valorizou o estudo se socializou desta forma, nunca perdemos o desejo pela facilidade de ouvir a palavra mestre de quem sabe melhor – se não perdermos a humildade. Continue lendo