24-Plausibilidade e Probabilidade

Algum fato que acontece na beira do leito de modo atrasado ou adiado pode ser bom ou mau, assim pode ser simplificada a visão ética.

Há  o caso do paciente que aguarda a melhora espontânea de algo que não regride porque é grave. Uma causa é o receio do diagnóstico e seus desdobramentos. Nem todo o paciente está “em sintonia” com o médico, enquanto este objetiva achar e cuidar, aquele evita o trauma emocional que sofreria pelo achado. A busca por uma nova palavra  em segunda opinião  ilustra  a sensação de “nocaute” de receber um diagnóstico ou uma conduta indesejados.  O médico não deve se recusar ao paciente que procura fugir de uma realidade justificando-se num julgamento moral do comportamento.

Há o caso do médico que, por enquanto, não identifica sinais que justifiquem tratamento, ou porque ainda não estão maduros ou porque os métodos da Medicina de que dispõe não têm a acurácia necessária. Acontece em PS, por exemplo, razão do jargão: “… se não melhorar, retorne…”. Casos de meningite meningocócica são terríveis neste contexto, como delegado  do  CREMESP tive a oportunidade de conhecer a dramaticidade do retorno poucas horas depois. Continue lendo