CBio5-Prontuário do paciente: Do papel ao eletrônico

Fabio Antero Piresfabiopires

O uso de sistemas de informação em saúde não é uma novidade. Em meados dos anos 1980, vários hospitais privados e alguns hospitais universitários utilizavam sistemas comerciais ou desenvolvidos internamente. Entretanto, esses sistemas tinham como objetivo controlar somente demandas administrativas e financeiras.

Sistemas que apoiam o registro da prática da assistência ao paciente começaram a surgir no final da década de 1990, principalmente nos hospitais universitários onde o ensino e a pesquisa demandavam o desenvolvimento de subsistemas para armazenar dados coletados de ensaios clínicos ou documentar casos raros que poderiam ser utilizados como apoio ao ensino.

Os sistemas que registram a prática da assistência são comumente chamados de ”Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)”, pois remetem ao conceito de repositório de informações sobre o paciente. Apesar de similaridade no conceito, o PEP agrega características importantes quando comparado com o papel, como por exemplo, acesso simultâneo por diversos profissionais, alertas de cuidados, agilidade na recuperação de informações, segregação de acesso, rastreabilidade de registros entre outras. Continue lendo