Enquete 3- Smartphone

Bioamigo, leia o caso e opine sobre a questão prática do cotidiano

Você é o médico que atende um paciente com intensa dor abdominal no Pronto Socorro. No meio de um diálogo difícil com o paciente que resistia em aceitar o tratamento cirúrgico urgente da colecistite aguda,  o seu smartphone toca o som específico da chamada da esposa. Você  sabe que ela só liga em situações excepcionais.

Enquete 3A
 Você interromperia o atendimento e atenderia a chamada?

Enquete 2-Testemunha de Jeová

Bioamigo, leia o caso e opine sobre a questão prática do cotidiano

ACP é uma mulher de 62 anos, Testemunha de Jeová. Ela foi submetida a histerectomia e apresentou hemorragia intra-operatória. A paciente não recebeu transfusão de sangue, apesar do nível sérico de hemoglobina ter atingido 5,8 g/dl, respeitando-se a crença  da paciente.

Enquete 2A
 Você concorda ou  aplicaria a transfusão de sangue?

No terceiro dia de pós-operatório ocorreu choque séptico, nível sérico de hemoglobina de 4,8 g/dl.

Enquete 2B
Você concorda ou respeitaria a crença da paciente mesmo com alto risco de morte?

Enquete 1- A bula

Bioamigo, leia o caso e opine sobre a questão prática do cotidiano

JFV é um homem de 49 anos que saiu do Consultório do médico, comprou o medicamento prescrito na Farmácia do bairro e, chegando em casa, comentou com a esposa a necessidade de tomar remédio por um bom tempo.  Ela perguntou: – “Mas você não vai ler a bula antes? Já se esqueceu do que aconteceu comigo?”

A leitura se deu após o jantar, o casal sentado no sofá, ele lendo e ela atenta a cada palavra. O ambiente ficou tenso à medida que JFV dava sequência a uma série enorme de reações adversas: “… náuseas, vômitos… astenia… redução da memória… A seguir, JFV parou e diante do olhar inquisitivo da esposa prosseguiu com evidente dificuldade: “… infarto do miocárdio, parada cardíaca…”. A reação foi imediata: “… Prefiro ficar com a minha tiroide preguiçosa,  amanhã volto na Farmácia e troco por uns sabonetes.

PS- A bula é verídica.

 

Enquete 1A
 Você conhece o teor das bulas dos medicamentos que costuma prescrever?
Enquete 1B
Você comenta sobre o teor das bulas dos medicamentos com o paciente?

CBio3-Privacidade, Confiabilidade e Ética na Enfermagem

RosemeireEnfInCor

ROSEMEIRE FERREIRA DA SILVA

Enfermeira

 

São muitas as questões diárias, até mesmo corriqueiras, que fazem parte da vida dos profissionais da Saúde e envolvem o confronto de seus valores, como os valores dos familiares, dos pacientes, da equipe de saúde, dentre outros.

Essas questões conflituosas não derivam unicamente dos conhecimentos técnico-científicos, pois estes oferecem apenas subsídios para que pessoa encontre respostas e se posicione frente aos dilemas existentes.

Considerando os conflitos e interagindo com o pensar ético do grupo em que você está inserido, a Bioética pode ajudá-lo em suas reflexões. Um destaque é o sigilo profissional.

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16-Ao abrigo da letra T

 

 

LetraT

 

estemunha de Jeová

ransfusão de sangue

omada de decisão

olerância

ransdisciplinaridade

 

 

 

ACP é uma mulher de 62 anos, Testemunha de Jeová. Ela foi submetida a histerectomia e apresentou hemorragia intra-operatória. A paciente não recebeu transfusão de sangue, apesar do nível sérico de hemoglobina ter atingido 5,8 g/dl, respeitando-se os valores da paciente. No terceiro dia de pós-operatório ocorreu choque séptico, nível sérico de hemoglobina de 4,8 g/dl e como a paciente preenchia critérios para risco iminente de morte, realizou-se a transfusão sanguínea. Após 17 dias, nove dos quais em UTI, a paciente teve alta hospitalar. ACP após ter sido informada do tratamento  referia a todo instante que se sentia uma morta viva, não conseguia conviver com o conhecimento  que um sangue que não era seu agora corria em suas veias, porque haviam feito isso com ela que sempre respeitara os mandamentos da sua religião. Um médico da equipe conversou longamente com ACP. Lembrou-lhe que houve o atendimento a sua crença enquanto foi possível mantê-la razoavelmente estável, mas que uma grave manifestação clínica forçou a realização imediata da transfusão de sangue, e graças às providências ela sobrevivera. Explicou, ademais, que como médico tinha o dever de acatar o Código de Ética Médica e que este priorizava a obrigação da aplicação de métodos potenciais reversores da extrema gravidade clínica  sempre que houvesse o risco iminente de morte, acima de qualquer entendimento de autonomia (http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20660:codigo-de-etica-medica-res-19312009-capitulo-v-relacao-com-pacientes-e-familiares&catid=9:codigo-de-etica-medica-atual&Itemid=122).  O médico justificou ainda à paciente que ela estava com a consciência comprometida pelo choque séptico, razão pela qual ele não pode esclarecê-la no momento da decisão da equipe. Todos os circunstantes ficaram com a sensação que a paciente teria preferido morrer a viver com saúde mas incomodada com a memória de ter recebido transfusão de sangue. Um neto estudante de Medicina transmitiu à equipe como os familiares, todos Testemunha de Jeová, manifestavam períodos de ambivalência entre a ascendência religiosa e a disposição da equipe médica.

O caso  ilustra um dos muitos dilemas  que  se manifestam cotidianamente na beira do leito e realça o interesse médico pelo apoio de profissionais motivados e treinados para lidar com desentendimentos entre o proposto por um valor do paciente e o recomendado por um dever  deontológico. Continue lendo