Enquete 5- Comissão de Ética Médica

Bioamigo, leia o caso e opine sobre a questão prática do cotidiano

Você é o presidente da Comissão de Ética Médica (CEM) do seu hospital, já exerceu a função de delegado do CRM e os demais membros têm pouca experiência judicante.

A CEM recebe a queixa de um colega que entende que houve uma grave infração ética durante um plantão. O acusado é o seu irmão.

Você lê a denúncia, percebe que ela está mal fundamentada e, ademais, está convicto que o seu irmão  jamais se comportaria do modo como foi  acusado.

Enquete 5A
          Você  solicita  uma licença da CEM para deixar os demais membros, embora inexperientes, à vontade?
         Você  permanece para poder ajudar o irmão pela convicção na sua inocência?

Enquete 4- Declaração de óbito

Bioamigo, leia o caso e opine sobre a questão prática do cotidiano

Você é o médico de paciente de 76 anos de idade  internado que  cai do leito, sofre traumatismo craniano com hemorragia encefálica e falece após 3 dias.

Você vai dar a notícia do óbito  e os familiares reagem de modo agressivo com muita gritaria e xingamentos. Um filho pergunta: “-… Doutor, o atestado de óbito vai demorar, moramos longe, seis horas de viagem…”

Enquete 4A
 Você  responde  que irá providenciar o preenchimento imediatamente
         Você  responde  que  está obrigado a encaminhar o corpo para o SVO
         Você  responde  que  está obrigado a encaminhar o corpo para o IML

 

Enquete 3- Smartphone

Bioamigo, leia o caso e opine sobre a questão prática do cotidiano

Você é o médico que atende um paciente com intensa dor abdominal no Pronto Socorro. No meio de um diálogo difícil com o paciente que resistia em aceitar o tratamento cirúrgico urgente da colecistite aguda,  o seu smartphone toca o som específico da chamada da esposa. Você  sabe que ela só liga em situações excepcionais.

Enquete 3A
 Você interromperia o atendimento e atenderia a chamada?

Enquete 2-Testemunha de Jeová

Bioamigo, leia o caso e opine sobre a questão prática do cotidiano

ACP é uma mulher de 62 anos, Testemunha de Jeová. Ela foi submetida a histerectomia e apresentou hemorragia intra-operatória. A paciente não recebeu transfusão de sangue, apesar do nível sérico de hemoglobina ter atingido 5,8 g/dl, respeitando-se a crença  da paciente.

Enquete 2A
 Você concorda ou  aplicaria a transfusão de sangue?

No terceiro dia de pós-operatório ocorreu choque séptico, nível sérico de hemoglobina de 4,8 g/dl.

Enquete 2B
Você concorda ou respeitaria a crença da paciente mesmo com alto risco de morte?

Enquete 1- A bula

Bioamigo, leia o caso e opine sobre a questão prática do cotidiano

JFV é um homem de 49 anos que saiu do Consultório do médico, comprou o medicamento prescrito na Farmácia do bairro e, chegando em casa, comentou com a esposa a necessidade de tomar remédio por um bom tempo.  Ela perguntou: – “Mas você não vai ler a bula antes? Já se esqueceu do que aconteceu comigo?”

A leitura se deu após o jantar, o casal sentado no sofá, ele lendo e ela atenta a cada palavra. O ambiente ficou tenso à medida que JFV dava sequência a uma série enorme de reações adversas: “… náuseas, vômitos… astenia… redução da memória… A seguir, JFV parou e diante do olhar inquisitivo da esposa prosseguiu com evidente dificuldade: “… infarto do miocárdio, parada cardíaca…”. A reação foi imediata: “… Prefiro ficar com a minha tiroide preguiçosa,  amanhã volto na Farmácia e troco por uns sabonetes.

PS- A bula é verídica.

 

Enquete 1A
 Você conhece o teor das bulas dos medicamentos que costuma prescrever?
Enquete 1B
Você comenta sobre o teor das bulas dos medicamentos com o paciente?

CBio3-Privacidade, Confiabilidade e Ética na Enfermagem

RosemeireEnfInCor

ROSEMEIRE FERREIRA DA SILVA

Enfermeira

 

São muitas as questões diárias, até mesmo corriqueiras, que fazem parte da vida dos profissionais da Saúde e envolvem o confronto de seus valores, como os valores dos familiares, dos pacientes, da equipe de saúde, dentre outros.

Essas questões conflituosas não derivam unicamente dos conhecimentos técnico-científicos, pois estes oferecem apenas subsídios para que pessoa encontre respostas e se posicione frente aos dilemas existentes.

Considerando os conflitos e interagindo com o pensar ético do grupo em que você está inserido, a Bioética pode ajudá-lo em suas reflexões. Um destaque é o sigilo profissional.

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16-Ao abrigo da letra T

 

 

LetraT

 

estemunha de Jeová

ransfusão de sangue

omada de decisão

olerância

ransdisciplinaridade

 

 

 

ACP é uma mulher de 62 anos, Testemunha de Jeová. Ela foi submetida a histerectomia e apresentou hemorragia intra-operatória. A paciente não recebeu transfusão de sangue, apesar do nível sérico de hemoglobina ter atingido 5,8 g/dl, respeitando-se os valores da paciente. No terceiro dia de pós-operatório ocorreu choque séptico, nível sérico de hemoglobina de 4,8 g/dl e como a paciente preenchia critérios para risco iminente de morte, realizou-se a transfusão sanguínea. Após 17 dias, nove dos quais em UTI, a paciente teve alta hospitalar. ACP após ter sido informada do tratamento  referia a todo instante que se sentia uma morta viva, não conseguia conviver com o conhecimento  que um sangue que não era seu agora corria em suas veias, porque haviam feito isso com ela que sempre respeitara os mandamentos da sua religião. Um médico da equipe conversou longamente com ACP. Lembrou-lhe que houve o atendimento a sua crença enquanto foi possível mantê-la razoavelmente estável, mas que uma grave manifestação clínica forçou a realização imediata da transfusão de sangue, e graças às providências ela sobrevivera. Explicou, ademais, que como médico tinha o dever de acatar o Código de Ética Médica e que este priorizava a obrigação da aplicação de métodos potenciais reversores da extrema gravidade clínica  sempre que houvesse o risco iminente de morte, acima de qualquer entendimento de autonomia (http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20660:codigo-de-etica-medica-res-19312009-capitulo-v-relacao-com-pacientes-e-familiares&catid=9:codigo-de-etica-medica-atual&Itemid=122).  O médico justificou ainda à paciente que ela estava com a consciência comprometida pelo choque séptico, razão pela qual ele não pode esclarecê-la no momento da decisão da equipe. Todos os circunstantes ficaram com a sensação que a paciente teria preferido morrer a viver com saúde mas incomodada com a memória de ter recebido transfusão de sangue. Um neto estudante de Medicina transmitiu à equipe como os familiares, todos Testemunha de Jeová, manifestavam períodos de ambivalência entre a ascendência religiosa e a disposição da equipe médica.

O caso  ilustra um dos muitos dilemas  que  se manifestam cotidianamente na beira do leito e realça o interesse médico pelo apoio de profissionais motivados e treinados para lidar com desentendimentos entre o proposto por um valor do paciente e o recomendado por um dever  deontológico. Continue lendo

15-Configurar o smartphone ou o médico?

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Bioamigo,habilitar e configurar  um smartphone é simples, complexo é habilitar e configurar o cidadão ao bom uso do mesmo.

O toque do telefone fixo foi sempre uma prioridade, muito provavelmente desde o escocês Alexander Graham Bell (1847-1922). Interrompe-se a conversa, sai-se correndo do banheiro, acorda-se. Incomodao tocar e o não atender prontamente. Antigamente, pessoas ocupadas tiravam o fone do aparelho fixo do gancho. Que o telefone ficasse também ocupado.

O smartphone ampliou o cenário, mudou comportamentos. Qualquer ambiente com sinal da operadora permite o uso desta tecnologia de comunicação portátil, imediata, útil, resolutiva, incomodativa e perigosa. Continue lendo

CBio2-Ética Médica e o Facebook. Um decálogo sobre erros que o médico não pode cometer

ernesto-lippmannDr. Ernesto Lippmann
Advogado

  

               Hoje em dia quase 1 bilhão de pessoas participam do Facebook. Você já parou para se perguntar por que tudo de bom que ele oferece é de graça?  Simplesmente, porque o Face compartilha suas informações com seus anunciantes, e passa longe de qualquer noção de privacidade.

É muito difícil apagar um comentário, pois mesmo que você o faça, ele já pode ter sido compartilhado e se espalhado como plumas ao vento.

E, basta dar uma volta pelo Face para perceber que muitos erros são cometidos pelos médicos, na hora de divulgar sua imagem virtual. Continue lendo

CBio1-Cria-se um Espaço para “Bioeticar”

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Os cursos de ética, como propostos nos modelos antigos, são claramente insuficientes, sob a luz dos conhecimentos atuais, para atender à necessária formação humanística dos atuais e futuros profissionais da saúde.

Torna-se fundamental, portanto, que, mais do que o ensino de Medicina legal e Deontologia pelo modelo passivo  de ensinar-aprender com aulas magistrais,  se adotem  lições de Bioética,  adotando  o  modelo  socrático,  com ampla integração docente-discente-realidade social, como propõe o  Prof. Dr.  José Eduardo Siqueira, da PUC do Paraná.

Os debates do modelo socrático  promoverão  duas consequências importantes.

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